Sublime no Brasil

 

É isso aí, pra galera que curte a banda  Sublime, eles estarão aqui no Brasil no mês de Maio em  

  • Curitiba (14, Lupaluna Fest)
  • Brasília (15, Prainha ASBAC),
  •  Porto Alegre (18, Pepsi Onstage),
  •  Belo Horizonte (19, Chevrolet Hall),
  •  Rio de Janeiro (20, Fundição Progresso),
  •  Recife (21, Clube Português)
  •  Fortaleza (22, Barraca Biruta).

Pois é, a banda está com nova formação desde 2009 com  Eric Wilson e Bud Gaugh,da antiga formação, e agora com Rome Ramirez na guitarra.

Muita gente já ouviu e até curte músicas da banda Sublime, mas não sabe que são dela. Por isso, to postando ai dois vídeos deles.

SANTERIA

WHAT I GOT

Vai perder?

=)

BEIJOS

Entrevista – Unidade Coletiva

Então galera, a partir de agora, entre um post e outro, vou estar postando entrevistas com bandas independentes e boas, claro.

Acho importante a valorização de trabalhos que são bem feitos desde o começo. Pra começar… vamos de Unidade.

…………..

 

Levei um papo super positivo com a banda carioca  Unidade Coletiva: Mari (vocal); Henrique (guitarra); Alex (guitarra); Luiz (baixo); Erick (bateria). Confere aí.

Raquel Amapos: Quando e como começou a Unidade? 

Unidade Coletiva: Além de todos da banda serem apaixonados por música, a idéia da banda começou mesmo com a sobra de pensamentos e opiniões que estavam pedindo para sair de nossas mentes. Começamos a escrever, mas como o Brasil é um país que culturalmente o povo não gosta de ler, resolvemos então falar, mas em forma de música. Eu ( Henrique ) e Luiz começamos fazendo um reggaes, depois chegou o Alex e a Mari e por fim o Erick pra completar o Elenco.

R.A: Como vocês chegaram ao nome da banda? 

U.C.: Na verdade é uma mistura de pensamentos. Lendo umas idéias budistas, o Luiz reparou em alguns lances muito interessantes, o lance de cada ser estar inserido em outro ser, o da consciência coletiva, o da unidade pelo todo, aí ficou Unidade Coletiva, que sintetiza tudo isso de Um pelo todo.

R.A: Qual a principal idéia que a banda propaga? 

U.C: Propagamos a paz, o respeito, tudo isso focado num ideal de simplicidade, ao desapego as coisas superficiais, além do engajamento pela justiça e liberdade, fazendo com que todos se sintam cada vez mais iguais, afinal, a raça é única.

R.A: Quais as maiores influencias musicais pra banda? O que vocês têm escutado ultimamente? 

 U.C: Sempre fomos influenciados mais pelo Reggae e hardcore, daí essa miscigenação musical, tendo como resultado na melodia algo parecido com Dub, tendo também uma afinidade com o Ska do Paralamas do Sucesso. Agora no que diz respeito a um todo, nós não nos prendemos a estilos não, ouvimos tudo e logo somos influenciados por tudo, Eu (Henrique) e Luiz curtimos muito um Rap do Emicida, DeLeve, o Maracatu do Nação Zumbi, o Rock do Rancore, o reggae do Ponto de equilíbrio. A Mari curte Rihanna, Detonautas. O Erick e o Alex Nando Reis, Dibob, mas em questão de influência o Forfun tem uma boa parcela afinal crescemos ouvindo e indo a shows deles.

R.A: Vocês tem previsão para lançamento de Cd?? 

U.C: CD não, porque somos pobres e não temos dinheiro e nem ninguém pra investir. Mas nosso EP está pra ser lançado início de 2011, já estamos começando a pré produção e logo passaremos para a gravação.

R.A: Muitas bandas sentem bastante dificuldade de arranjar shows em começo de carreira, como tem sido pra vocês?

U.C:  Isso é com certeza uma realidade triste do cenário brasileiro, hoje em dia o lucro está sempre sobre a paixão, e isso vem da ganância do produtor do evento que ganha em cima de bandas pequenas, que não sabem o quanto elas são essências para o produtor, que vende algo que não se pode vender, e serve também como barreira para muita banda boa.Conheço muita banda boa que hoje em dia pra tocar tem que pagar, e isso é resultado da sede por lucro de alguns produtores, mas felizmente ainda coexistem pessoas boas que fazem isso não por lucro mas sim por paixão, pois o lucro é conseqüência. E nós infelizmente estamos dentro desse sistema.

R.A: como é o lance de composição das músicas?  

U.C: Eu (Henrique) e Luiz temos uma grande parceria, nossos pensamentos são bem parecidos e conseguimos, muito harmonicamente fazer música juntos, mas além disso o Alex sempre vem com umas idéias muito maneiras e a Mari tem umas composições também, com a inspiração sempre imensa, incomensurável e imponente da natureza, nossas musicas estão muito ligadas a paisagens e a simplicidade de viver

 

R.A.: como é ser a única garota na banda? Como é a relação entre vocês?

U.C.: A sempre me perguntam isso, se eu não me incomodo de ser a única garota da banda, e eu acho super normal temos lá nossas discussões que são bobas, mas nada
que abale, somos amigos, e acho que hoje em dia podemos dizer que um “depende” do outro na banda.

R.A: Um dos assuntos mais polêmicos atualmente, principalmente entre o público de bandas com uma pegada reggae, é a liberação da maconha. Qual a opinião de vocês?

U.C.: A liberação da maconha é uma solução, mas junto a ela tem que vir um plano de política publica, já foi comprovado os benefícios e os malefícios do uso da maconha, cabe as pessoas ter a consciência. Em outros países já descriminalizaram, mas a nossa policia é repressora, o que é apenas mascara de um sistema opressor onde só deve ser consumido o que ele te oferece, engraçado que propaganda de bebida é tão explicita, e no que diz respeito ao efeito pelo uso, ambas são classificadas como psicotrópicas.

R.A: Sabendo que a compra da maconha, quando proibida, gera lucro aos políticos e mata inocentes. O que vocês acham dos usuários que ignoram esses fatos, para terem apenas um “prazer”, já que dizem que a maconha não gera dependência?

  U.C.: Acredito que seja uma visão deturpada do assunto, afinal existem diversas atitudes que matam os inocentes. O que deveria ser investigado mesmo não é a procedência do consumidor, e sim a procedência de onde vem essas armas que matam os inocentes, e quem lucra com essa morte dos inocentes, esse sim é um caso de estranho prazer.

R.A:  O que vem ocorrendo no Rio hoje, é uma famosa “guerra pela paz e pelo fim do tráfico”, como dizem os políticos. Vocês  acham que políticos possuem  intenção em acabar com o tráfico?

U.C: Primeiramente usando uma citação do B. Negão “Paz não se pede, paz se conquista, e não será com guerra”. Eu acredito que nunca vai se atingir a paz contra a guerra. Sou contra qualquer tipo de guerra, não existe uma guerra nobre, o que existe é uma defasagem do estado, que ao invés de reprimir, oprime ao invés de dar sustento para uma boa vida aos cidadãos, dá uma ilusão de “vida perfeita” na televisão e na realidade é totalmente ao contrário. E quem lucra com isso? Eu? Você? Acho que não, afinal com essa onda de violência o povo é imposto a uma situação de caos, e agora quem vai lucrar é a indústria do medo, que vende a paz com a etiqueta da guerra, as conseqüências infelizmente eu não tenho capacidade alguma de imaginar, afinal uma realidade não se muda de um dia para o outro.

R.A: A guerra no Rio vem causando bastante polêmica. Ouvimos muita gente desejando pena de morte e tortura aos traficantes. O que vocês pensam sobre isso?

U.C: Pois é, estou vendo muitas frases do tipo :” Bope tinha que chegar matando todos os bandidos”, ” bandido bom é bandido morto” , mas é muito sério o que está acontecendo e parece que ninguém pensa antes de falar qualquer coisa. Deve ser porque a mídia vem falar que a vida é uma competição, e o pior é ver as pessoas acreditarem, e competirem mesmo todo mundo como se fossem inimigos, mas somos todos irmãos; o real inimigo é o concentrador de renda. As pessoas que falam isso estão querendo transformar o Rio em um democracídio. Frases como essas que eu citei me lembram o que Hitler falava. Mas a verdade é que ninguém nasce bandido, os direitos básicos de educação e de instrução dessas pessoas foram cortados desde pequenos pelo Estado que não oferece uma boa estrutura.. Eu acho tudo isso um absurdo, pra mim, é muito triste ler tanta pregação de massacre impostos pela a própria sociedade

R.A.: Sobre a idéia de que a população vem sendo completamente influenciada e manipulada pela mídia sobre diversos fatores como música, política, opinião. Qual a opinião de vocês? Vocês concordam com essa idéia?

U.C.: Isso é um panorama bem crítico afinal os meios de comunicação vem se tornando uma imensa lavagem cerebral, ocupando nossas mentes com futilidades e deixando de lado as prioridades, se Karl Markx vivesse nos tempos de hoje, ele não diria que a religião é ópio do povo, mas sim a televisão, que nos prega valores totalmente supérfluos, tornando necessário bens desnecessários, porém nenhuma realidade é tão intensa que não possa ser modificada ainda existem artistas, políticos entre outros que fazem o bem, e fogem a essa alienação.

R.A.: Bom… Podem ficar a vontade pra deixar uma mensagem pra galera.

 Unidade Coletiva: Olá pessoal, espero que tudo que nós falamos, mesmo que vocês não concordem, tenha servido de alguma forma pra vocês. Estamos agora começando a gravação do nosso primeiro EP, então mandem muita energia boa pra gente, pois tudo que vai, volta. Um beijo pra Raquel e pra todos que leram, com muita humildade, Mari, Luiz, Henrique, Alex e Erick – Unidade Coletiva.

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@UnidadeColetiva

 Espero que tenham curtido!

BEIJOS =)

 

 
 
 

 

 
  


 

Modinhas

Roupa, internet, música, televisão, comportamento, e até modo de falar.

Tudo vem sendo influenciado pelo tal MODISMO

 

Desde o tempo dos hippies, a moda já existe, todos usavam roupas coloridas, largas, velhas (em oposição ao consumismo), calças boca-de-sino,  muito Jimi Hendrix, muito amor sem distinções, cabelos longos….

***

Sempre existiram as chamadas tribos urbanas: punks, surfistas, casuais… As pessoas se identificavam com o grupo, não por status, mas porque era a forma como se sentiam bem. -Claro que sempre existiam os influenciados, como os da época dos menudos.-

***

Até que surgiram os emos. Foi praticamente uma epidemia. Todo mundo de preto, triste, cortando os pulsos…. Depois que surgiram os emos, as modinhas reinaram sobre o mundo, principalmente dos adolescentes, depois de Nx zero e Fresno ( é o fresno era modinha também =(  mas eu gosto ), vieram as modinhas coloridas que reinam atualmente. Calça skinny colorida, garotos magreletas, wayfarer’s, filhos de famosos na malhação, frases de msn como EU AMUH MUITO VOXEIS (acompanhado de um emoticon fofo)… e claro vloggers revoltados ( ah vai eu gosto deles, mas eles viraram modinha – fato).

 

O que me preocupa, não é o fato das roupas serem coloridas, da música não ser das melhores. Até porque todos temos o direito de ouvir o que gostamos, vestir o que achamos bonito, seguir quem admiramos. FATO.

O lance, é que as pessoas não estão fazendo isso. Hoje as pessoas não escutam Restart ou Cine porque gostam. Eles escutam porque está na moda, porque ouvir Restart é pra quem é “descolado”. Não tenho nada contra Fiuk e companhia  (tirando o fato de achar que existe uma notável falta de talento). Só acho que as pessoas deveriam gostar, porque ELAS gostam. Não porque a “GALERA” curte ou porque a MÍDIA impõe que o cara é bom.

Podemos seguir a moda, sem nos tornamos escravos dela só para sermos “populares”. Pegue o que há de bom na moda pra você e aplique seu estilo. Porque isso sim, é ser original.

  • Escute o que você gosta de escutar, pode ser forró, restart, brega, hip hop, hardcore tanto faz. Afinal, quem vai ouvir é você.
  • Não se vista para os outros gostarem, se vista para você se sentir bem, e você vai ver que isso vai ser o bastante.

Não deixe que os outros digam quem você deve ser, com quem você deve andar ou como você deve agir. Porque assim, você estará perdendo o que você tem de único. Sua PERSONALIDADE. E é ela que te define. =)

BEIJOS

Música e conscientização

Eu estava  ouvindo uma de minhas bandas favoritas e decidi que ia postar aqui a letra de uma de suas músicas.

Queria que as pessoas lessem a letra, sem preconceitos pela banda, e analizasse a letra, que tem muitas idéias que nos fazem refletir.  Pra quem quiser ouvir, estou postando o vídeo após a letra.

 

PANORAMA     (Forfun)

Vivemos rente aos trópicos
Onde as águas de março costumavam fechar o verão
Alimentamos Pensamentos utópicos
E usamos a biodiversidade como fonte de inspiração
Vejo uma senhora vendendo balas em frente ao metrô
No campo, máquinas substituem o agricultor
Imagino como era tudo no tempo do meu avô
Quando não existiam telefones celulares, garrafas pet e nem isopor

Dos bangalôs da Tailândia aos barracos do Vidigal
Dos iates em Ibiza aos soundsystems em Trenchtown
Há algo que move a todos com a mesma força vital
A busca da felicidade e a realização pessoal

Se canta com força, com força a vida
Mantém essa chama que há em você no peito contida

De relance me vejo pedalando um camêlo
Coqueiros e areia em primeiro plano e ao fundo um navio petroleiro
Calotas polares derretem e modificamos códigos genéticos em nome da ciência
o Homo se diz Sapiens, mas o que mais lhe parece faltar é a sapiência
Que o espaço-tempo é curvo, Einstein provou a partir de um lampejo
Realmente não sei se o que você chama de verde é a mesma cor que eu vejo
Alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada
Esquece que caixão não tem gaveta
E que dessa passagem, a aprendizagem é a única bagagem levada

Mas há crianças, há sorrisos, há o Maraca domingo
O panorama não agrada, mas não há porque se desesperar
Pela simples noção de que é uma dádiva estar vivo
De que os caminhos são lindos, e é necessário caminhar

 

 

BEIJOS

Valorize o que é BOM – Música

 

“Eu tento entender o que eles dizem. Mas eles não dizem nada…”

Música, pra mim, é o meio de expressão de idéias, pensamentos e sentimentos mais perfeito que existe.

Música não é só um monte de palavras que rimam nem só um ritmo mais puxado pro samba, rock, pagode ou black…. É muito mais que isso.

Através de cada nota, cada marcação de tempo, cada palavra encaixada perfeitamente com a melodia, são expressos opiniões ou sentimentos de amor, angústia, felicidade…

Infelizmente, as pessoas não sabem apreciar uma boa música. As pessoas se apegam apenas ao ritmo e ao artista e não tentam perceber se para escrever: “velocidade 5! Créu, créu créu….” foi estudado o ritmo, se houve preocupação do encaixe das palavras. As pessoas não percebem que para o “créu”, foi utilizada uma batida de funk já existente e jogada em cima qualquer letra que simulasse o ato sexual.

E por mais que você tente entender o que músicas como o “Rebolation” e “Créu” tentam te passar – sei lá, alguma idéia ou pensamento- você percebe que cada vez mais músicas ruins e vazias são valorizadas.

Talvez, se parássemos para analisar uma música como “Teatro de Vampiros” da Legião Urbana, perceberíamos que há uma idéia, uma expressão de sentimentos, um trabalho de ritmo.

Música de verdade é a combinação do bom gosto, expressão de idéias e profissionalismo.

Fazer de música de verdade é para poucos e bons.
Mas o que me intriga é que os” muitos e ruins” é que são valorizados.

VALORIZE O QUE É BOM!!

\Beijos/